Por Richard Oliveira

Após sete semestres na graduação, um ano de participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e a realização dos estágios supervisionados, trago uma reflexão sobre como essas experiências contribuíram para minha primeira vivência como docente.
A disciplina que mais influenciou minha prática foi Metodologia de Língua Inglesa II. Nessa unidade curricular, pude refletir sobre diversos métodos de ensino de língua estrangeira, compreendendo seus fundamentos teóricos e, sobretudo, observando a aplicabilidade de cada um em diferentes contextos de sala de aula.
Essa análise crítica me permitiu escolher, com maior segurança, o momento mais adequado para aplicar determinado método e como operacionalizá-lo pedagogicamente. Destaco, em especial, a experiência com a Metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), a qual se mostrou altamente eficaz. Ao implementá-la, observei uma evolução significativa no desempenho e engajamento dos estudantes, evidenciando a potência dessa abordagem para o ensino de línguas.
Embora minha atuação no PIBID tenha sido voltada à Língua Portuguesa, essa experiência também foi de grande relevância para minha formação docente. Através dela, desenvolvi habilidades essenciais, como o planejamento e organização de aulas e avaliações, a postura adequada em sala de aula e, principalmente, a construção de uma relação saudável e respeitosa entre professor e aluno, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental. Esses aprendizados foram fundamentais para meu amadurecimento profissional e para a criação de um ambiente de aprendizagem mais colaborativo e acolhedor.
No estágio supervisionado, aprofundei meu conhecimento sobre os documentos normativos que regem o ensino de Linguagens, aprendendo a identificá-los nas práticas pedagógicas do professor supervisor e a utilizá-los de forma crítica e consciente em minha própria atuação. Realizei quatro estágios distintos, acompanhando quatro professores diferentes, o que me proporcionou uma visão ampla e comparativa das práticas docentes. A partir disso, desenvolvi uma autorreflexão: o que esses professores fazem que admiro e gostaria de incorporar à minha prática? E, por outro lado, quais comportamentos ou estratégias não me agradaram e, portanto, desejo evitar? Essa análise foi – e continua sendo – fundamental para a construção da minha identidade docente.
Por fim, ao reunir todas essas experiências – acadêmicas, práticas e reflexivas – percebo que fui capaz de evoluir diariamente em sala de aula. Recentemente, tive a satisfação de participar da formatura da minha primeira turma, e os resultados obtidos foram surpreendentes. Os alunos demonstraram um domínio da Língua Inglesa superior ao esperado, alcançando, de forma coletiva, o nível intermediário, conforme estabelecido como objetivo principal. O trabalho final consistiu em uma apresentação totalmente em inglês sobre países falantes da língua, como Nigéria, Jamaica e Bahamas, e foi conduzido com desenvoltura e competência pelos estudantes.
Concluo, portanto, que sem as experiências vivenciadas ao longo da graduação – incluindo o PIBID, os estágios supervisionados e os componentes curriculares – tanto minha evolução como professora quanto o progresso dos meus alunos não teriam sido possíveis. Esses momentos foram fundamentais para consolidar minha prática pedagógica e reafirmar meu compromisso com uma educação de qualidade, crítica e transformadora.
